2ª Conferência FNOP “Construir Valor em Conjunto”
A 2.ª Conferência “Construir Valor em Conjunto”, promovida pela FNOP, realizou-se no dia 27 de maio, em Lisboa, reunindo profissionais e entidades ligadas ao setor agrícola e hortofrutícola.
O evento destacou a importância da adaptação, da competitividade e da valorização do setor perante os desafios atuais, promovendo a partilha de ideias e a construção de soluções em conjunto. Foram também debatidos temas como o futuro das organizações de produtores em Portugal, da PAC pós-2027, as novas técnicas genómicas e o seu papel na competitividade do setor agroalimentar europeu e o papel estratégico das certificações no setor hortofrutícola.
Na Sessão de Abertura, o Presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP), Domingos dos Santos, salientou a necessidade de o setor agrícola adaptar-se e tornar-se mais competitivo para responder aos desafios atuais. A Sessão de abertura contou também com a intervenção do Presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Álvaro Mendonça e Moura, que enfatizou a importância das organizações de produtores no setor hortofrutícola, considerando-as como o elemento-chave do tecido produtivo e comercial, acrescentando, que estas organizações são cruciais para a concentração a nível da oferta, para a estruturação da produção e consolidação do poder negocial dos produtores. Mendonça e Moura também abordou a questão da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e as negociações em curso na União Europeia e, apesar de alguns avanços francamente positivos relativamente ao texto inicial apresentado pela Comissão Europeia, o Presidente da CAP, manifestou a sua preocupação com as negociações ainda a decorrer.
Seguiu-se uma mesa-redonda com o título: PAC pós-2027: ameaça ou oportunidade para as organizações de produtores? onde foram discutidas as políticas da nova PEPAC e que contou com as intervenções de Susana Barradas (GPP), Michele Gentile (AREFLH) e Pedro Santos (Consulai).
Este evento contou com a participação da Anseme, na segunda mesa-redonda do dia, sob o tema Novas Técnicas Genómicas: Inovação que cria valor do campo ao consumidor. O presidente da Anseme, Pedro Pereira Dias, destacou o papel das Novas Técnicas Genómicas, como uma ferramenta indispensável para fazer face aos desafios colocados pelas alterações climáticas. Destacou ainda que, “após a pandemia de Covid, a Europa percebeu que a dependência dos países terceiros colocava em risco a soberania alimentar europeia e que as NGT’s poderiam ser uma ferramenta importante, pois, além de reduzirem o tempo necessário para colocar uma nova variedade no mercado, mais adaptada às exigências atuais, são também uma ferramenta para a garantia da sustentabilidade”. Moderada por Joana Petiz (Sapo), esta mesa-redonda contou também com a participação de Luis Correia (Planície Verde), Mónica Sobreiro (Clube Produtores Continente) e Jorge Canhoto (Cib).
O 3ª Painel do dia: Certificações — Um Caminho para a Diferenciação Estratégica? dirigiu-se à questão das certificações, dos seus objetivos, propósitos e expetativas por parte das organizações de produtores e agricultores.
A 2ª Conferência FNOP, constituiu um momento de reflexão sobre os desafios e as oportunidades do setor hortofrutícola, promovendo um diálogo aberto e construtivo entre produtores, investigadores, entidades públicas e privadas.